1. INTRODUÇÃO

Numa altura em que a utilização de meios de transporte públicos menos poluentes e com menor emissão de gases de efeito de estufa a utilização nos transportes urbanos e sub-urbanos de redes de metro ligeiro[1] (alimentados por energia eléctrica) apresenta-se como uma solução que importa reter.

Apresentam-se as principais características dos sistemas de tracção eléctrica, designadamente os seus componentes, os critérios básicos de cálculo do sistema e os problemas mais importantes que a tracção eléctrica coloca a quem a projecta.

Nas redes de metro ligeiro as composições são habitualmente alimentadas em corrente contínua, usualmente 750 V, um dos valores estipulados nas normas EN 50163 – Railway applications – Supply voltages of traction systems e IEC 60850 – Railway applications – Supply voltages of traction systems.

Como qualquer sistema de tracção eléctrica, distinguem-se três grandes sub-sistemas:

– Alimentação de energia em corrente alternada, normalmente em média tensão.

– Equipamentos de corrente contínua;

– Linha de contacto (LCE)[2], para distribuição do “positivo” de corrente contínua à qual liga o pantógrafo das composições do metro ligeiro, para alimentação dos respectivos motores (o retorno, isto é, o “negativo” é feito pelos carris).

Quando a construção da rede de metro ligeiro não é feita em Portugal os regulamentos e as normas NP e NP EN citadas neste documento devem ser substituídas pelos regulamentos e normas equivalentes em vigor no país de construção; o mesmo princípio se aplica às normas EN consideradas no caso em que a construção se realiza em países que não pertencem à UE[3].

[1] O “metro ligeiro” entende-se como um tipo de comboio urbano e/ou sub-urbano, geralmente de superfície, mas que pode ter também troços subterrâneos, que tem equipamentos e infra-estruturas mais leves, mais flexíveis e geralmente mais económicos que os tipos convencionais de comboios e de metros, mas que são mais “pesadas” que os também tradicionais eléctricos.

[2] A LCE é habitualmente designada por catenária. Em rigor, catenária é a curva descrita por um cabo (neste caso metálico, condutor) tracionado entre dois pontos fixos e sujeito à acção da gravidade. A curva exprime-se pela função hiperbólica f(x) = a.cosh (x/a) = (a/2).(e(x/a)+e-(x/a)), sendo a =m’.H/TH, onde m’ é a massa por unidade de comprimento, H a distância entre apoios e TH o esforço de tracção do cabo.

[3] São exemplos de regulamentos de outros países a norma NFPA (National Fire Protection Association) 70 – National Electrical Code (NEC) nos USA; Norme NF C13-200 de 2009 – Installations électriques à haute tension – Règles complémentaires pour les sites de production et les installations industrielles, tertiaires et agricoles e Norme NF C15-100 de 2013 – Installations électriques à basse tension – Version compilée de la norme NF C15-100 de décembre 2002, de sa mise à jour de juin 2005, de ses amendements A1 d’août 2008, A2 de novembre 2008, A3 de février 2010 et A4 de mai 2013, de ses rectificatifs d’octobre 2010 et de novembre 2012 et des fiches d’interprètation F11, F15, F17, F21 à F2, em França; BS Standard 7671 (IET Wiring Regulations) no Reino Unido. São exemplo de outras normas as NBR (Brasil); NFPA, IEEE e ANSI (American National Standards Institute) nos USA.

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NOÇÕES BÁSICAS DE TRACÇÃO ELÉCTRICA PARA REDES DE METRÔ LIGEIRO

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