Expogestão 2015 aborda tendências do mercado de energia

A desaceleração da economia brasileira não impediu que quase dois mil executivos e profissionais do mundo empresarial de 20 Estados participassem  dia 27, da abertura da Expogestão 2015, hoje um dos mais importantes congressos corporativos do Brasil, em Joinville.

Muito pertinente, a palestra de abertura tratou de ética, valores e liderança empresarial num momento em que grandes corporações brasileiras enfrentam o Ministério Público por atos de corrupção. O professor da USP (Universidade de São Paulo), advogado Clóvis de Barros disse que “moral é um verbo que conjugamos na primeira pessoa do singular”.

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Professor da USP, Clóvis de Barros Filho, palestrou sobre a ética e os valores como base da liderança corporativa.

Autor do livro ‘Ética e Vergonha na Cara’, Clóvis de Barros Filho abordou valores como disciplina, transparência, sigilo e confidencialidade. “O valor da confiança é oceânico. A contratação de um funcionário implica no respeito à confiança”, afirmou. Segundo ele, a ética é o respeito pelo outro. “Alguém dirá: Ética se aprende em casa e eu responderei:  Não em todas”, argumentou.

Também palestraram na Expogestão 2015 o presidente da Weg, Harry Schmelzer Jr., e o presidente da Tractebel, Manoel Zaroni Torres. As duas empresas estão investindo juntas no projeto da ANEEL “Desenvolvimento de Tecnologia Nacional de Geração Eólica”. Elas desenvolvem um aerogerador com 2,1 MW de potência com tecnologia 100% nacional. Ambos falaram sobre as tendências em energia.

Com forte foco nos negócios sustentáveis, o presidente da Tractebel apresentou as tendências do mercado energético. “Hoje todo mundo está triste. Não é o nosso caso”, disse. A geração de energia em fontes renováveis está crescendo fortemente no país. Segundo Zaroni Torres, o país precisa investir R$ 230 bilhões até 2023. “Há uma relação intrínseca entre o crescimento da economia e o consumo de energia”, lembrou.

Já o presidente da WEG enfatizou a necessidade da ampliação da eficiência energética. “O maior consumidor de energia é a indústria. E os empresários precisam enxergar o potencial da troca de equipamentos antigos por equipamentos novos mais eficientes. Existe um potencial muito grande que deve ser explorado. O Brasil precisa captar essa eficiência energética”.

Fonte: Economia SC