A produção de energia eólica (gerada pela força do vento) não tem sentido a crise econômica, assegura a Associação Brasileira de Energia Eólica. O setor está a todo vapor, com crescimento na produção e nos investimentos, principalmente de empresários estrangeiros.

O setor tem se fortificado cada vez mais e existem dois motivos influenciadores. O primeiro é que, com a crise hídrica, a geração de energia elétrica está cada vez mais difícil. O segundo é que a geração de energia nas termoelétricas é bem mais cara. Assim, existe mais demanda para a energia gerada pelos ventos. Além disso, o Brasil tem grande potencial para a eólica, principalmente nos Estados do Nordeste.

Segunda a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, nem o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) tem interferido no crescimento do setor. “O Brasil está fazendo uma recomposição da base, substituindo as hídricas, que achamos que tínhamos e não temos, e substituindo as termoelétricas muito caras, buscando também a fonte eólica. Então, isso não afeta a demanda no longo prazo e nem no médio prazo.”

Leilão e preços
Em novembro haverá novo leilão de energia eólica. Como o governo precisa buscar, o mais rápido possível, alternativas para a produção de energia, as expectativas são positivas, de acordo com a Associação. “A demanda vai ser alta e do lado da oferta temos muita. A nossa oferta é praticamente infinita”, destacou Elbia Gannoum.

O megawatt hora (MWh) deve custar R$ 230 no próximo leilão. A expectativa do setor é chegar ao fim do ano com a capacidade instalada de nove gigawatts.

A energia eólica é a quarta fonte na matriz energética do Brasil. A primeira é a hidrelétrica, depois a térmica e a biomassa. Em cinco anos o setor quer atingir o segundo lugar.

Fonte: Agência CNM