A revista “Sindicato em Ação” publica matérias de vários Sindicatos ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Em seu número de março 2015 trouxe interessante tema que afeta a todas as empresas, particularmente em momentos de crise como o ora vivido: GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE.

Ao longo do texto, alguns aspetos primordiais para a sustentabilidade foram elencados, como:

– mapeamento e mensuração precisa das externalidades relacionadas aos impactos socioambientais;

– definição de temas materiais e objetivos que possam ser conectados com a estratégia empresarial;

– transversalização da sustentabilidade na gestão da empresa de forma que atinja toda a organização;

– integração de informações e resultados associados à sustentabilidade aos relatórios empresariais, valorizando-os;

– conexão e integração dos instrumentos de gestão da sustentabilidade aos demais utilizados pela empresa.

Como se pode notar, todos aspectos muito relevantes para as organizações na atualidade, que sabem que não podem deixar em segundo plano questões relacionadas à sua sustentabilidade como um todo e em mercado altamente desafiador e competitivo.

O que queremos aqui destacar são os aspectos relativos à segurança e saúde dos trabalhadores e sua relevância para a sustentabilidade empresarial. 

Embora possamos admitir que tais temas estejam englobados nos aspectos socioambientais a serem considerados, nos parece fundamental que eles mereçam maior destaque. Infelizmente, vivemos em um país onde a frequência e gravidade dos acidentes ainda é muito alta e, evidentemente, não há como esta situação não impactar sobre a imagem das empresas e, portanto, sobre sua sustentabilidade.

Melhorar a cultura organizacional em relação à prevenção de acidentes e à promoção da saúde nos ambientes de trabalho nos parece primordial e a alta administração tem um papel fundamental para que isso ocorra. Disseminar a discussão sobre o tema em todos os níveis da organização e elevar seu status de forma a estabelecer objetivos e metas que sejam acompanhados e revistos quando necessário é fundamental para que se busque a melhoria de ambientes, equipamentos, capacitações e práticos de trabalho capazes de prevenir acidentes e doenças.

Nessa linha, seria muito conveniente que Sindicatos patronais passassem a dar maior destaque a esses temas, recomendando às empresas que explicitem de forma mais contundente suas políticas, objetivos e metas específicos para a segurança e saúde, colocando-os em nível mais destacado de sua gestão geral.

Essa seria uma grande contribuição dos Sindicatos para com suas empresas representadas.

Ainda vivemos um tempo no Brasil em que tais temas ligados à sustentabilidade, segurança e saúde, não podem ficar implícitos. Muito pelo contrário, quanto mais forem colocados sob holofotes, mais atenção e cuidado ganharão por parte de todos os envolvidos com ele, ou seja, toda a sociedade brasileira.

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