VARIAÇÃO DE TENSÃO – A NECESSIDADE DE CUIDAR DA QUALIDADE DA ENERGIA ELÉTRICA

A indústria da automação está a todo vapor. Cada dia que passa, mais sistemas são criados ou adaptados para que os sistemas de produção sejam melhorados, as perdas sejam minimizadas, a qualidade seja melhorada e, principalmente, os custos sejam reduzidos, sem prejudicar os demais itens anteriores citados.

Pois bem, isso demanda sistemas controlados por microcomputadores, microcontroladores, microprocessadores e inúmeros componentes eletrônicos que vão além de serem minimizados em tamanho, são maximizados em velocidade de comunicação, o que os tornam mais sensíveis. Mas toda esta parafernália eletrônica e automática depende de uma fonte de energia elétrica para que ela funcione. Esta fonte de energia é um dos principais problemas atualmente.

O empresário, ao adquirir um sistema automatizado, se preocupa com a eficiência que este trará ao seu sistema, e como esta eficiência vai ser melhor do que aquela que ele possui atualmente. Não há preocupação em obter a maior eficiência do sistema adquirido e não existe investimento em qualidade da energia elétrica.

É aí que mora o perigo, pois o empresário adquire um sistema automático, porém sua energia elétrica, que tem na rede todos os equipamentos ligados, pode sofrer variações de tensão, o que acaba sendo o motivo de várias paradas de máquinas.

Neste momento, o leigo e os tradicionalistas culpam o sistema de automação e dizem: “está vendo, quando não tinha esta parafernália eletrônica não dava problemas, agora olha aí, tem paradas todos os dias”.

Vamos observar algumas coisas. Eu citei que os equipamentos automáticos estão cada vez mais rápidos e precisam cada vez mais de estabilidade na alimentação. A concessionária de energia elétrica tem um limite para mais e para menos para lhe fornecer um determinado nível de tensão que em média é de +/- 10%. As máquinas com a partida de motores exigem da rede uma carga muito maior do que para o funcionamento; e sabemos que estas redes de energia não são superdimensionadas, o que as faz gerar uma queda de tensão maior do que aquela fornecida pela concessionária. Também temos a inserção de vários dispositivos, como capacitores na rede para cuidar de fatores de potencia etc. É neste momento que a tensão varia e os equipamentos sentem, acusam falhas e simplesmente param, ou perdem seus parâmetros.

É necessário cuidar da alimentação destes equipamentos, alimentando-os com sistemas estabilizados com estabilizadores de tensão, ou sistemas integrados como nobreaks dupla conversão online, que já possuem estabilizadores em sua composição.

Pense nisso e busque ajuda de especialistas para que seu sistema de automação seja utilizado no máximo de sua capacidade, justificando assim o seu investimento.

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