Por Patrícia Lins de Paula

No que tange ao Projeto de Elevadores tem-se basicamente referências a duas normas; a Norma Mercosul NBR NM-195 – Escadas Rolantes e Esteiras Rolantes e a Norma Mercosul NBR NM-207 para Elevadores Elétricos de Passageiros, ambas em substituição à norma brasileira ABNT NBR 8900 – Projeto, fabricação e instalação de escadas rolantes e ABNT NBR 7192 – Elevadores elétricos – Elevadores de passageiros.

Sobre o projeto elétrico de elevadores, devemos analisar basicamente a Norma NBR NM-207, editada em novembro de 1999, a qual trata de requisitos de segurança relativos a elevadores elétricos de passageiros e estabelece as regras mínimas para instalação de elevadores nos edifícios/construções.

Contudo, o projeto de elevadores é um trabalho multidisciplinar e antes da especialidade elétrica, é necessário realizar o dimensionamento de ocupação e civil das estruturas, e para tal, é imprescindível consultar a Norma NBR-5665, a qual versa sobre o Cálculo de Tráfego nos Elevadores – Procedimento, que fixa as condições mínimas que devem ser observadas no cálculo de tráfego das instalações de elevadores de passageiros.

As características básicas que definem o elevador de passageiros são sua velocidade nominal e a lotação da cabina. Após determinadas essas variáveis, tem-se por consequência definidos os equipamentos que comporão o elevador.

Os motores das máquinas de tração dos elevadores podem ser acionados através de corrente alternada (CA), com variação ou não de velocidade, ou de corrente contínua (CC).

O acionamento de elevadores de passageiros por corrente alternada, uma velocidade única, restringe-se hoje aos equipamentos de transporte vertical de cargas, uma vez que não proporciona qualquer parâmetro de conforto e de consumo de energia exigidos pelo mercado.

Para elevadores de passageiros, o acionamento mais comumente utilizado é aquele por tensão e freqüência variáveis “VVVF”, o qual, através de um circuito tiristorizado, tem sua velocidade controlada em função de um padrão desejado, permitindo obter aceleração e desaceleração suaves do carro, evitando-se assim o salto na passagem da velocidade alta para zero ou vice-versa.

Esta é, portanto, a solução tecnológica mais avançada para acionamento de equipamentos de transporte vertical, aliando alto grau de conforto à economia de energia.

Por fim, a opção de conversores estáticos que fornecem a tensão variável (corrente contínua) ao motor de tração do elevador representa hoje uma solução restrita que vem sendo substituída pela aplicação de acionamento VVVF. Ainda aplicável, entretanto, em edifícios já construídos, que estejam passando por modernização dos equipamentos de transporte vertical, na substituição de painéis de comando a relés, por painéis de comando microprocessados.