Muitas vezes por um pequeno descuido, uma vela esquecida, um cigarro jogado no lugar errado ou um defeito em um equipamento elétrico, acontece uma catástrofe. Leva poucos minutos para uma chama se tornar um incêndio, do primeiro brilho para um grande inferno.
Instalações elétricas são uma fonte de risco devido ao uso de materiais combustíveis e a corrente elétrica é uma fonte potencial de ignição. Por isso instalações elétricas são a causa numero 1 de incêndios.
Infelizmente não se dá a devida atenção as consequências dos gases altamente tóxicos criados durante um incêndio.
Estima-se que entre 70% à 95% das vitimas morrem  intoxicadas pela fumaça e não por queimaduras causadas pelo fogo . Ao mesmo tempo é formada uma atmosfera corrosiva no ambiente, que causa imensos danos à propriedade e pode colapsar toda a estrutura da edificação.
O primeiro risco é a rápida propagação do fogo. Assim que começa ele rapidamente foge ao controle. Em um momento as chamas atingem todos os materiais combustíveis, a temperatura aumenta e o fogo se espalha de uma maneira assustadora.

Iniciado o incêndio, cabe a brigada de incêndio apagar as chamas, impedir a propagação do incêndio e ajudar a retirada das pessoas.
Elementos construtivos da edificação como paredes e portas corta-fogo, cabos livre de halogênios e materiais intumescentes utilizados para vedar a passagem dos cabos, do bandejamento e dos eletrodutos evitam, ou atrasam, a propagação do fogo, da fumaça e do calor, através dos diversos ambientes.
O segundo risco é a criação da fumaça e fuligem, que são muito subestimadas como fonte de perigo. Dependendo dos materiais existentes no local, o processo de combustão cria os seguintes gases tóxicos:

– Monóxido de carbono;
– Dióxido de carbono;
– Dióxido de enxofre;
– Vapor e fuligem.

O surgimento de fumaça em uma edificação em chamas não é um risco apenas para a vida e o bem estar das pessoas. A fumaça também dificulta a locomoção das brigadas de incêndio e a localização da fonte do incêndio.
Por isso é tão importante utilizar a proteção contra incêndios para limitar a criação e a propagação da fumaça.
O terceiro risco é a falência dos sistemas vitais da edificação.  Durante o incêndio as pessoas que eventualmente frequentam o local terão dificuldade em  abandona-lo. A queda de eletrocalhas e dos cabos, dentro delas, bloqueia as rotas de fuga, e a fumaça impede a visualização do caminho que deve ser seguido até o exterior da edificação.
Uma técnica chamada manutenção das funções vitais, permite manter sistemas de segurança da edificação funcionando durante um tempo determinado para facilitar que as pessoas abandonem o local.
Cabe aos vários profissionais envolvidos em um projeto, engenheiros e arquitetos, utilizar as medidas de proteção, ativa e passiva para garantir a vida e o patrimônio dos empreendimentos sob a sua responsabilidade. Atualmente existem no Brasil profissional com conhecimento suficiente para aplicar as técnicas mais modernas na prevenção e combate ao incêndio.

Mais informações sobre a Proteção Passiva contra Incêndios pode ser obtida em www.obo.com.br.

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