Escrever pode ser um ato de prazer. Basta experimentar!

Ok, engenheiros não torçam o nariz sem me dar uma chance. Eu sei que escrever está para os engenheiros como fazer conta está para os jornalistas (eu, no caso).

Mas vamos combinar que um não pode viver sem o outro. Por exemplo: eu, jornalista que amo escrever não posso viver sem as mais simples operações matemáticas. E, você meu caro profissional de exatas, não pode viver sem as palavras.

Quer apostar? Vamos lá!

Apesar da importância de cálculos corretos para a realização de qualquer projeto, para que ele seja entendido é fundamental que seja bem escrito.

E quando digo bem escrito não quero dizer apenas ‘entendível’, mas que seja um texto claro, conciso, objetivo e…sinto muito, sem erros de português.

Eu sei que nossa amada Língua Portuguesa é uma grande arapuca, sempre à espreita para pegar você em algum errinho. Tipo: a palavra ‘ansioso’ se escreve com s e não com c – mas 70% da população, e não estou me referindo somente a você engenheiro, mas a todo e qualquer profissional, escreve ‘ancioso’ assim. E passa!

Mas vamos abrir nossos corações: eu sou uma pessoa que não tem raciocínio lógico, não nasci com este dom. Sempre sou a última naqueles testes de rapidez tipo: “se fulano é irmão de sicrano, e se a fulana é tia de sicrano, quem é primo de fulano?” Oi?! Quem?!

Mas, me dê um tema para escrever, uma monografia para corrigir, um artigo para tagarelar que sai que é uma beleza!

Então, eu entendo essa ‘neura’ do profissional de exatas, que nasceu com os números carimbados em sua mente, e para quem a lógica é a coisa mais natural do mundo, mesmo que não tenha ‘orelhas pontudas’ (sim, estou falando do Spock). Mas é preciso enfrentar seus medos e que ‘a força esteja com você!’ (entrei com Jornada nas Estrelas e saí com Guerra nas Estrelas, fazer o que, sou fã!).

Mas escrever é necessário, meu caro engenheiro! Seus relatórios precisam ser apresentáveis aos olhos de seus clientes. Até seus e-mails precisam demonstrar que o português existe e que você sabe como tratar bem dele.

Toda essa falação é porque eu tenho uma experiência dentro de casa e posso contar para todos vocês. Meu marido é engenheiro, eu sou jornalista. E os opostos se atraem, isso é verdade!

Ops, voltando ao tema: ele não gostava de escrever nem bilhete de amor. E eu sempre fui a sua redatora e revisora. Porém, algo aconteceu com essa pessoa quando começou a ser solicitado para escrever artigos sobre segurança para revistas especializadas. Ok, no início eu corrigia tudo, depois passei a corrigir metade. Hoje dou uma olhadinha básica e me encho de orgulho!

E não é que o engenheiro começou a gostar de escrever? E gostando de escrever, passou a produzir. Hoje ele produz textos mais rapidamente e mais facilmente que eu. Arrumei um concorrente, é mole?

Mas falando sério: escrever é algo que se aprende a gostar. Acredite em mim! Primeiro é preciso que você entenda sobre o que está escrevendo. Depois, não basta entender, você tem que gostar daquilo que escreve. E se você é uma pessoa que gosta de polemizar, então certamente ‘escrever’ é algo que você deve experimentar! Vai viciar!

Esta coluna não será chata, ok? Mas vou tratar de um assunto que todos consideram chato: a nossa amada língua portuguesa.

Mas garanto que será com amor e sem dor. Quero te dar dicas de como escrever mais e melhor. De como não cair nas pegadinhas da língua portuguesa (principalmente depois da famigerada Reforma Ortográfica).

E daí que ….quem sabe, daqui a pouco nasce um novo escritor, colunista, concorrente….xiii! será?

Mas é isso aí! No próximo artigo vamos iniciar falando das pegadinhas da nossa língua. Palavras que você jurava que estava escrevendo certo, mas….

Até lá!

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