Melhorar o funcionamento de baterias elétricas tem dado origem a muitas descobertas nos últimos meses. Mas às vezes não é preciso pensar muito no assunto, e apenas prestar atenção à natureza. Foi isso que fez uma equipa de cientistas da Universidade de Friburgo, na Suíça, que desenvolveu uma nova bateria fina, inspirada no sistema biológico da enguia elétrica.

Uma enguia elétrica tem milhares de electrócitos agrupados horizontalmente. A voltagem de cada um deles é pequena, mas em conjunto é suficiente para atordoar um cavalo. Estes peixes usam esta propriedade para matar presas. Os cientistas suíços criaram um sistema semelhante, com duas folhas de um hidrogel de sódio e outro de cloreto, que são depois dobrados como um origami para gerar a eletricidade. Na experiência, duas folhas produziram uma carga de 110 volts.

Como não usa metais pesados nem tóxicos e é bastante flexível, este tipo de bateria elétrica poderá ser o ideal para fornecer energia a pacemakers e próteses, melhorando a qualidade de vida a muitas pessoas. O objetivo agora é criar membranas mais finas e eletrólitos mais concentrados, para que possam gerar mais energia e trabalhar indefinidamente quando usados em conjunto com peças artificias usadas num corpo humano.

 

Fonte: https://www.motor24.pt