Por Erica Ortiz

4 erros frequentes encontrados em laudos ou projetos de PDA

Olá pessoal, como vai? Hoje, nosso assunto será sobre Proteção contra descargas atmosféricas, ou o PDA.

Se vocês estiverem antenados nessa área, já devem ter ouvido falar, ou lido algo a respeito, sobre a significativa mudança que a norma ABNT NBR5419 – Proteção contra descargas atmosféricas, sofreu com sua atualização, no ano de 2015.

As mudanças foram expressivas. E com isso, as formas de elaborar projetos de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas, o SPDA, e na forma de avaliar as condições das instalações de PDA foram alteradas.

O caso é que apesar dessa atualização ter ocorrido há dois anos, no meu dia-a-dia, tenho contato com muitos laudos ou pareceres técnicos de Proteções contra Descargas Atmosféricas e alguns apresentam alguns deslizes. Sendo assim, reuni os quatro erros mais frequentes que tenho visto no meu dia-a-dia.

 

1º. Ausência da Análise de Risco. A NBR5419/2015 parte 2, bem resumidamente, descreve todos os parâmetros que devem ser observados para a elaboração da análise de risco. A análise de risco é um meio sistemático, utilizando-se de informações do local avaliado, que determina o risco total para a incidência de descargas atmosféricas.  É o valor calculado deste risco, que vai determinar se as proteções contra as descargas atmosféricas estão adequadas ou não. Ou seja, ele é presença quase que obrigatória para avaliar de forma correta um local.

2º Utilização do termo “Laudo (ou parecer) Técnico de SPDA”. O termo SPDA, refere-se somente ao Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, o conhecido para-raio. O termo PDA é um conceito mais amplo de proteção, que envolve o SPDA e as MPS – Medidas de proteção contra surtos.  Pela norma NBR5419/2015, quando realizamos a Análise de risco, não devemos mais observar SOMENTE o SPDA em si, mas também, essas outras medidas como as incorporadas pela MPS. Sendo assim, o termo que devemos utilizar quando elaboramos um laudo com base na norma NBR5419/2015 é PDA, e não SPDA.

3º. Terminais aéreos para sistema de malha. Indicação de não-conformidade a ausência de terminais aéreos (pequenos captores verticais) para malhas. Não há, pela norma NBR5419/2015 a obrigatoriedade de utilizar terminais aéreos em sistemas de malhas. Sabemos que utilizar esses terminais permite diminuir a possibilidade dos condutores da malha captora serem danificados na ocorrência de descargas atmosféricas. Mas, como não há obrigatoriedade na norma, eu não posso indicar como não-confomidade, mas posso recomendar seu uso.

4º. Aterramento Único. O único sistema de aterramento permitido pela NBR5419/2015, consiste em circundar a edi­ficação através de uma malha de aterramento, formando um anel fechado. Aterramento único, onde as hastes de aterramento não são conectadas não é mais permitido pela norma. Há ainda somente uma outra opção que é utilizar a própria estrutura da edificação.

E vocês, estão tendo muita dificuldade em se adequar a NBR5419/2015? Encontram alguns desses deslizes em laudos? Conte pra nós um pouco da sua experiência.

Até a próxima, Erica Ortiz