A Itaipu Binacional comemora 41 anos de criação no próximo domingo (17), com reconhecimento em todas as áreas. A empresa é líder mundial de geração acumulada de energia limpa e renovável do planeta, com os melhores índices de eficiência operacional e práticas sustentáveis.

A marca da empresa está fortemente associada à sustentabilidade, novas fontes de energias renováveis, integração regional, inovações tecnológicas, turismo, desenvolvimento territorial, equidade de gênero e inclusão social.

Em 2014, com uma produção de 87,6 milhões de megawatts/hora (MWh), a usina de Itaipu refirmou a sua importância estratégica para o setor elétrico brasileiro e paraguaio, respondendo por 16% do consumo nacional e 79% do país vizinho.

Em meio à crise hídrica, a usina foi essencial para atender à demanda nacional e estabeleceu ainda outro recorde: o melhor índice de eficiência operacional de sua história.

A produtividade chegou a 99,3%. O desempenho excepcional permanece até agora, tendo atingido nestes primeiros meses de 2014 os 100% do aproveitamento da água disponível. Na área sustentável, o maior reconhecimento veio da ONU.

Reconhecimento

Em março deste ano, a Itaipu conquistou o Prêmio Água para a Vida, ONU, na categoria “Melhores Práticas em Gestão de Água”. Outro reconhecimento importante às ações de responsabilidade socioambiental veio com a conquista do Prêmio Internacional Cumbres del Guadarrama, na categoria “Comportamento ambiental sustentável do setor empresarial”, concedido pela Comunidade de Madri, capital da Espanha.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, é um orgulho ver que as iniciativas implementadas pela Itaipu e sua extensa rede de parceiros, para promover o desenvolvimento territorial sustentável na sua área direta de influência, estão tendo sua qualidade certificada por instituições internacionais de reconhecida independência e credibilidade, como a ONU e a Comunidade de Madri.

Segundo o diretor geral, os bons resultados apresentados e o prestígio conquistado são frutos do trabalho e da dedicação continuada de profissionais qualificados e comprometidos com a missão institucional.

Nova missão

Se, antes de 2003, a missão de Itaipu era apenas a de gerar eletricidade, naquele ano passou a ser mais ampla, sem perder o foco original: “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”.

No lado brasileiro, sua área de atuação foi ampliada dos 16 municípios lindeiros para os 29 municípios da Bacia do Paraná 3, já que, em toda essa região, os rios e córregos existentes são de alguma forma conectados ao reservatório de Itaipu. O Cultivando Água Boa, programa socioambiental desenvolvido por Itaipu, beneficia um milhão de pessoas.

Na área socioambiental, as ações foram ampliadas nos mais diversos setores, desde educação e saúde – incluindo a participação em campanhas de vacinação – ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e à violência, além de programas de estímulo à geração de renda e o incentivo à equidade de gênero.

Nos 29 municípios brasileiros e 31 paraguaios, ações e programas voltados à comunidade incluem educação ambiental, estímulo à pesca e à criação de peixes, à produção de plantas medicinais e à agricultura familiar e orgânica.

Royalties

A Itaipu Binacional foi pioneira no repasse de compensação financeira pela utilização do potencial elétrico de águas fluviais ao Brasil e ao Paraguai. Entre 1989 até abril de 2015, a usina já acumulou o pagamento de mais de US$ 9 bilhões em compensação aos dois países atingidos pela formação do reservatório.

Turismo

O turismo em Foz do Iguaçu ganhou um impulso decisivo em 2007, quando Itaipu passou a fazer parte da Gestão Integrada do Turismo, iniciativa que uniu os setores público e privado para mudar a imagem, qualificar o atendimento e melhorar a infraestrutura do destino. Foi naquele mesmo ano, em julho, que a usina criou o Complexo Turístico Itaipu e implantou a visita paga, firmando-se como um dos grandes atrativos do Destino Iguaçu.

Mobilidade

Itaipu foi a primeira empresa do setor elétrico do Brasil a investir num programa de veículos movidos a eletricidade. Em nove anos, Itaipu e diversos parceiros já desenvolveram e montaram, num galpão da área industrial da usina, mais de 80 protótipos, incluindo automóveis de passeio, caminhão elétrico, miniônibus elétrico, um utilitário 4×4 (em parceria com a Agrale) e até um ônibus híbrido movido a eletricidade e etanol. Hoje, a IB trabalha com a mobilidade inteligente.

Energia alternativa

A Plataforma Itaipu de Energias Renováveis, um dos mais importantes programas da empresa, procura demonstrar a viabilidade do biogás, produzido a partir de dejetos de animais. Uma unidade de microgeração de energia a partir do biogás garante autonomia elétrica ao produtor e, ainda, uma renda extra, com a venda do excedente à concessionária.

Duas experiências práticas já mostram bons resultados. Uma delas é a granja Colombari, em São Miguel do Iguaçu, pioneira na produção de biogás. Com um plantel de 4 mil suínos, a granja tem autonomia em eletricidade e, desde 2009, ainda vende o excedente à Copel.

A outra experiência é no Condomínio de Agroenergia para Agricultura Familiar Sanga Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon. Os dejetos de suínos e do gado leiteiro de 33 pequenas propriedades rurais são transferidos para biodigestores, onde é extraído o biogás. Depois, numa central termelétrica, esse biogás vira energia.

História

Quando o Tratado de Itaipu foi assinado pelos governos do Brasil e do Paraguai, em abril de 1973, imediatamente foi contratada uma consultora internacional – a americana Ieco e a italiana Elc – para proceder aos estudos de viabilidade de uma grande usina, já pensada como a maior do mundo.

Para se entender por que o mundo considerava exagerado o projeto da usina brasileiro-paraguaia, a maior hidrelétrica do mundo na época era a de Grand Coulee, nos Estados Unidos. Concluída em 1974, exatamente no ano em que a Itaipu Binacional foi constituída, Grand Coulee tem 6.494 MW de capacidade instalada. O projeto de Itaipu previa 12.660 MW, com 18 unidades geradoras (em 2006 e 2007, a usina ganhou mais duas unidades e sua capacidade aumentou para 14 mil MW).

Mas por que esse nome, Itaipu? Porque a barragem foi construída sobre uma ilhota chamada pelos índios de Itaipu, que em tupi-guarani quer dizer “pedra que canta”. Foi exatamente naquele ponto que os técnicos verificaram que o rendimento energético seria excepcional, em virtude de um longo cânion escavado pelo Rio Paraná. A ilhota, que permanecia quase todo o tempo escondida pelas águas do Paranazão, hoje está debaixo de milhões de toneladas de concreto.

Fonte: Portal Brasil