Os centros de dados e os escritórios da Google vão ser alimentados apenas com energia renovável, a partir de 2017. “É um marco enorme”, classifica a multinacional. A Google já era a maior compradora de energia renovável no sector da tecnologia: em 2016, 44% da sua energia foi ou é solar ou eólica. Mas a partir do início de 2017, a percentagem vai aumentar para os 100%.

A Google não está sozinha neste esforço. Apple, Facebook e outras empresas fora do sector tecnológico como a IKEA ou a Starbucks também aderiram a uma campanha para atingir a mesma meta.

No caso da Google, este objectivo foi traçado em 2012, mas levou cinco anos a ser implementado porque os contratos e os acordos tiveram de ser celebrados em todos os locais onde a empresa opera. Gary Demasi, director global de infra-estruturas e energia, explica à Reuters que, no total, celebraram “19 novos acordos” com empresas de energias renováveis.

Apesar de estarem conscientes da emissão de gases de efeito estufa e da sua pegada de carbono, as preocupações não foram apenas ambientais. “Também se tratou de bloquear preços a longo prazo”, explica Marc Oman, líder de energia europeu da Google, citado pelo Guardian – “cada vez mais a energia renovável é a opção mais barata”.

Fonte: www.publico.pt