Energia fotovoltaica deve chegar a 35% no Brasil até 2050

No fim de 2014, novos 31 projetos de energia fotovoltaica foram contratados pelo governo e devem beneficiar mais de 900 mil pessoas em todo o País

Segundo dados do relatório “Um Banho de Sol para o Brasil” do Instituto Vitae Civilis, o Brasil recebe energia solar da ordem de 1013 MWh (mega Watt hora) ao longo do ano. Isto corresponde a cerca de 50 mil vezes o seu consumo anual de eletricidade. Somente este dado revela o quanto é importante o investimento em geração de energia fotovoltaica. A energia solar térmica pode ser implantada com sucesso em qualquer latitude. Mesmo locais com poucos índices de radiação podem possuir grande potencial de aproveitamento energético.

A primeira usina solar fotovoltaica foi inaugurada no município de Tauá, no sertão do Ceará, a MPX Tauá, em agosto de 2011. Foi o primeiro projeto com fins comerciais no Brasil. A usina tem capacidade inicial de geração de 1 megawatt.5. Atualmente, a maior usina solar brasileira tem capacidade máxima de 3 MW e pode abastecer 2,5 mil residências. Energia gerada pelos 19.424 painéis localizados na cidade de Turbarão/SC. O polo ocupa uma área de 10 hectares às margens da BR-101, já é utilizada por qualquer consumidor da rede de energia do país. O projeto faz parte de um investimento de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Resultado de um investimento de R$ 30 milhões, ela é a quarta usina solar no país, que gera energia a partir de todo o tipo de luminosidade.

No final de 2014, o Governo Federal aumentou seus investimentos na área e contratou 31 novos projetos de energia fotovoltaica que, juntas, beneficiarão mais de 900 mil residências. O estado da Bahia é o líder dos investimentos. Serão, ao todo, 16 novas usinas solares. Uma delas, em um parque eólico em Caetité, a 450 quilômetros de Salvador.

Junto ao Comitê Brasileiro de Energia, Nexans atua, através de especialistas para normatizar os requisitos para essa aplicação, com crescente demanda no mercado brasileiro. Para a definição da norma brasileira, a comissão de estudo procura basear suas exigências nas normas internacionais da UL e TÜV, especificamente utilizadas para a certificação dos cabos para sistemas fotovoltaicos. Além da linha de cabos já comercializados pela Nexans – como os cabos ENERGYFLEX, RHEYHALON (EUROPA) e AMERSOL (EUA), a empresa possui um sistema de solução completo para melhor utilização dos recursos de fontes renováveis integrados com Sistema Fotovoltaico KEYLIOSTM, trazendo experiências e conhecimentos para contribuir com os estudos da normatização brasileira.

Embora hoje já existam sistemas instalados com boa parcela do consumo de energia já sendo gerada pelos painéis, como exemplo os estádios para a Copa 2014 – tendo como base modelos europeus e americanos, é preciso garantir que esses modelos estejam adequados a nossa condição continental e o objetivo da norma é justamente fazer esta adequação.

*Leonel Rodrigues – Gerente de Aplicação de Produto, Nexans

Fonte: Jornal Dia a Dia