Recentemente, fiz duas perguntas a um grupo de pessoas:

1.Qual a missão da sua empresa?

Recebi diversas respostas, todas na mesma linha de pensamento:

“Fornecer produtos de qualidade …”

“Ser líder de mercado …”

“Atender ou superar as expectativas de nossos clientes …”

“Ser fornecedora dos melhores produtos para …”

2.Qual a sua função na empresa?

Um vendedor respondeu: “Vender os produtos …”

Um assistente de vendas disse: “Atender clientes …”

Um motorista respondeu: “Efetuar a entrega dos produtos …”

Um financista afirmou: “Efetuar rígido controle das contas a receber”

Um contador respondeu: “Efetuar a escrituração fiscal …”

Bem, vamos lá…

Quanto à missão da empresa vou contar-lhes um segredo: A missão da empresa é dar LUCRO para os acionistas!

Sim! Lucro! Porque se a empresa não tiver lucro, se o lucro não for suficiente para remunerar o investimento feito pelos acionistas, de nada adianta fornecer produtos de qualidade, ser líder de mercado ou superar as expectativas dos clientes, porque a empresa irá fechar. O LUCRO é a razão de qualquer empresa existir.

Já, quanto à sua função na empresa, vou revelar outro segredo: A sua função na empresa é dar LUCRO para a empresa.

Não importa a sua atividade, seja você presidente, diretor do arquivo morto ou auxiliar de limpeza. Você tem que exercer sua atividade de modo a gerar lucro para a empresa.

De nada adianta você ter o mais rígido controle e administração do arquivo morto da empresa. Se isso não gerar lucro para a empresa, seu emprego pode estar em risco. Então procure fazer com que sua atividade seja uma fonte de lucro para a empresa.

Lembre-se: Trabalhando em uma empresa lucrativa e próspera, as chances de você perder o seu emprego são menores.

Uma vez que estamos falando de lucro, não podemos deixar de lembrar que muitos têm reclamado que, devido à concorrência dos produtos chineses, têm sido obrigados a reduzir seus preços de venda e, consequentemente, reduzir o lucro.

Isso porque, de uma forma bastante simples:

Lucro = Faturamento – Impostos – Custos.

Quando nos perguntamos como eles conseguem ter preços tão baixos, muitos alegam que é devido ao padrão salarial chinês (como se o padrão salarial do Brasil fosse muito elevado!).

 

 

É fato que os encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento elevam muito o custo, mas seria apenas esse o motivo?

Minha experiência como diretor de uma empresa Taiwanesa no Brasil mostrou-me que pode haver outros motivos:

Um operário chinês produz substancialmente mais do que um operário brasileiro. Há foco no trabalho e na produção.

Além disso, olhando para a equação acima, concluímos que para ter preço de venda reduzido sem prejudicar o lucro, 3 medidas são possíveis:

  1. Aumentar o faturamento
  2. Reduzir impostos
  3. Reduzir custos

Vamos analisar cada uma delas:

  1. Aumentar o Faturamento:

A equipe de vendas está empenhada nisso. Eles são os especialistas neste assunto e tenho certeza que, diariamente, fazem o possível para atingir este objetivo.

2. Reduzir Impostos:

Acho desnecessário comentar este tópico.

3. Reduzir custos:

Neste ponto temos que dividir os custos em duas partes: custos de produção e custos fixos.

A redução dos custos de produção é tratada diariamente pelos engenheiros, que são as pessoas qualificadas para isso.

Sobra-nos focar na redução dos custos fixos.

No meu entendimento, os custos fixos são como um ralo que drena o lucro da empresa. Podemos citar diversos exemplos como: aparelhos celulares caros, despesas de viagem (passagens, hospedagem, almoços e jantares), controles desnecessários, e tantos outros.

Custos fixos baixos permitem preço de venda menor sem afetar o lucro.

O consumismo e a vaidade têm elevado substancialmente os custos fixos das empresas, drenando boa parte do lucro.

Uma análise fria e impessoal nas contas da empresa pode trazer informações surpreendentes. Afinal, de que adianta a empresa aumentar faturamento, reduzir custos de produção e gastar grande parte do lucro com custos fixos?

 

*Alexandre Fábio Prato é administrador de empresas, atuou em companhias de segmentos diversos como gerente supply chain e gerente de materiais, diretor comercial e operacional de companhia Taiwanesa no Brasil e, atualmente, é gerente geral de uma companhia Alemã no Brasil.