Por dentro da sede da AES Brasil, dona da Eletropaulo

sistemarastreadorA AES Eletropaulo é responsável por fazer chegar energia às casas e estabelecimentos comerciais de 20,1 milhões de pessoas em 24 cidades da região metropolitana de São Paulo, inclusive a capital.

A distribuidora, porém, não faz isso sozinha. Ela precisa de outras companhias da holding AES Brasil ou independentes.

No caso desses municípios, por exemplo, a energia é gerada pelas usinas e centrais hidrelétricas da AES Tietê. Depois, ela passa pela rede da transmissão da CTEEP (empresa que não pertence ao grupo) e, finalmente, chega até as subestações da AES Eletropaulo, de onde é enviada aos postes, residências e empresas.

Para fornecer o recurso, a AES Brasil mantém uma estrutura robusta de administração e operação. EXAME.com visitou sua sede, em Barueri (SP), para conhecer os bastidores dessa atividade.

A matriz foi desenhada para incentivar o home office e as tecnologias de monitoramento de redes da empresa parecem ter saído de algum filme de ficção científica.

O Grupo

A AES Brasil engloba as distribuidoras AES Eletropaulo e AES Sul (que abastece 3,7 milhões de pessoas em 118 cidades do Rio Grande do Sul) e as geradoras AES Tietê e a Uruguaiana (termelétrica sediada no RS que é acionada somente em caráter emergencial).

Juntas, elas respondem por 14,3% de toda a energia distribuída e por 2,5% da capacidade de geração instalada no país. O grupo fornece energia a 142 cidades das regiões Sul e Sudeste e emprega cerca de 8.000 colaboradores.

Tudo Controlado

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O centro de operação de distribuição da AES Eletropaulo é o departamento responsável por monitorar o funcionamento das redes de energia abastecidas pela empresa e direcionar as equipes de atendimento técnico quando consertos e ajustes são necessários. Foram investidos cerca de 80 milhões de reais no desenvolvimento da área.

 

Subestações e rede

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Na tela que aparece na foto, cada retângulo azul corresponde a uma subestação da empresa, onde a energia chega diretamente da hidrelétrica, pela transmissora. Já os quadradinhos são os circuitos. Os vermelhos são aqueles que estão operando e os verdes, os reservas.

Sistema rastreador

subestacoes e redesNo “mapa” registrado na imagem, cada um dos pontos roxos equivale a uma unidade (casa ou estabelecimento comercial) atendida pela AES Eletropaulo e cada traço é uma fiação elétrica. Pelo sistema, em caso de queda de energia é possível rastrear qual é o transformador (que fica no poste), circuito e subestação que abastecem um determinado endereço para identificar a origem do problema.

 

Poder de decisão

poder de decisãoCerca de 140 pessoas trabalham no centro de operação de distribuição, que funciona 24 horas por dia. O avaliador (foto) é quem acompanha a quantidade de ocorrências por região e sabe identificar se uma falha em alguma parte da rede afeta o cliente ou não. Ele tem a função de decidir para onde os técnicos serão enviados primeiro, em caso de crise.

O profissional também acompanha as previsões meteorológicas para destinar equipes técnicas a lugares em que deve chover muito, preventivamente.

Comitê de crise

comiteDe acordo com a executiva, durante as fortes chuvas do início de janeiro, o número de equipes de atendimento às ocorrências dobrou de 400 para 800, e chegou a 980 em um momento específico. Mesmo assim a medida não foi suficiente.

Quando há situações como essa, a empresa monta um comitê de crise para administrá-las. Nele, são envolvidos funcionários da operação, atendimento ao cliente e imprensa. Eles trabalham em parceria com a Sabesp, a Defesa Civil, as prefeituras e centrais meteorológicas.

Atendimento ao cliente

atendimentoDas empresas do Grupo AES, a que lida diretamente com o consumidor, naturalmente, é a Eletropaulo. Sua central de atendimento ao grande público, porém, não fica na sede, em Barueri. Ela é dividida em dois sites, um em Santos (SP) e outro em Florianópolis (SC), por questões de segurança. Aproximadamente 2.000 atendentes trabalham neles.

Para os clientes corporativos da AES Eletropaulo, há uma central de suporte exclusiva (foto) que funciona na matriz. Lá, trabalham 40 pessoas. Por abranger hospitais e grandes companhias, esse grupo tem demandas técnicas e precisa de um contato mais especializado.

Fonte: Exame