• Erica Ortiz

Olá amigos, como vão?

Hoje nosso assunto será sobre segurança… Mas a nossa abordagem será um pouquinho diferente da tradicional área técnica. Falaremos sobre o comportamento humano e sua profunda relação com o histórico de acidentes. Assunto esse, muitas vezes, negligenciado e que é fator decisivo para a prevenção de acidentes envolvendo eletricidade.

Vocês já pararam para pensar que o fator humano e o comportamento de risco podem ser fatores decisivos quando tratamos de prevenção de acidentes?

Atos inseguros podem ser resultantes de sentimentos e emoções no qual o trabalhador pode resgatar valores e crenças pessoais ou ainda realidades de contexto social em que ele está inserido.

Às vezes nos esquecemos que as normas técnicas e regulamentadoras foram feitas para serem utilizadas e aplicadas por pessoas. E esse deve ser um fator decisivo, se quisermos que dentro de nossa empresa, a segurança seja prioridade e o número de acidentes seja o menor possível.

Alguns estudos científicos sugerem que fatores comportamentais podem ser considerados como causas muito relevantes em relação ao índice de acidentes envolvendo eletricidade. O fato é que é difícil dissociar o trabalhador de uma série de referências em que ele está exposto. Isso sem considerar o período em que aquele trabalhador está vivendo.

Sempre costumo mencionar que uma pessoa que está passando por um momento difícil na vida pessoal, como um filho no hospital, ou a perda de um ente querido, vai interferir em seu grau de atenção na tarefa a ser executada. Obviamente, se a atenção na tarefa não é constante, em atividades de risco, como as que envolvem eletricidade, fatalmente, o grau de exposição e a chance de ocorrer um acidente aumenta substancialmente.

Ninguém (em boas condições psicológicas) chega em sua jornada laboral querendo sofrer um acidente. Ninguém quer tomar a decisão errada e perder a vida. A parte técnica, envolvendo os dispositivos e mecanismos de proteção, deve estar sempre em constante aprimoramento. Mas não devemos esquecer que todos esses dispositivos devem ser manipulados por pessoas, que possuem emoções, sentimentos, históricos. Ainda sem considerar fatores como nervosismo, stress, fadiga e outros tantos, que nos acometem diariamente, e que sim influenciam em nosso comportamento e atitudes.

Segurança e psicologia devem andar juntas sempre, se quisermos que nosso programa de redução de acidentes tenha sucesso.  Observar o comportamento dos nossos colegas pode ser um fator essencial para que novos acidentes não aconteçam.

E você, o que acha da relação entre o fator comportamental e segurança no ambiente de trabalho?

Um grande abraço a todos vocês e até a próxima.