size_810_16_9_01271665_0H7B5H0D5FOs investimentos totais da Cemig para 2015 estão previstos em R$ 1,905 bilhão ante R$ 4,856 bilhões aportados no ano passado.

Segundo o diretor de Relações Institucionais e de Comunicação da estatal, Luiz Fernando Rolla, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 27, a diferença se dá na rubrica aportes.

No ano passado, houve a destinação de R$ 2,939 bilhões na aquisição de participação na Brasil PCH, recursos na Renova, na SAAG Investimentos, no Projeto Prothea (Santo Antônio) e outros. Neste ano, não há esse aporte.

“Este ano mostra que estamos mudando a nossa estratégia de investimento. Esses veículos vão ser nossos investidores. Na verdade, então, não estamos reduzindo aportes, estaremos explorando os novos veículos de crescimento decorrentes desses recursos repassados no ano passado”, disse, ressaltando que a empresa entrará “pesadamente” na disputa de projetos em obras de infraestrutura.

Entretanto, o executivo admitiu que há cautela da empresa em investimentos até que o “cenário complicado de redução de energia comprada e reajustes tarifários recomponham o caixa da companhia”.

Já no caso da transmissão, o projetado para 2015 é de R$ 159 milhões ante R$ 119 milhões de 2014; em distribuição, serão R$ 1,046 bilhão frente a R$ 1,129 bilhão de 2014 e R$ 171 milhões na holding ante R$ 597 milhões do ano passado.

Sobre o envio de solicitação de reajuste tarifário anual para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o presidente da Cemig, Mauro Borges, disse que a companhia já enviou o pedido. “É automático. Mas será condizente com a melhora de qualidade de serviços que temos feito na Cemig. Mas a Cemig não tem interesse de fazer tarifaço. Até porque um aumento desenfreado de tarifa causa males, como avanço da inadimplência, por exemplo.”

Gasmig e Gas Natural Fenosa

Borges disse que o mercado precisa separar o interesse da empresa em associação com a Gas Natural Fenosa da viabilidade financeira da construção do gasoduto mineiro. “Uma coisa é estruturar um veículo societário com a Fenosa e outra viabilizar financiamento do gasoduto. A viabilidade econômica para o projeto não é a privatização da Gasmig, queremos encontrar uma solução que preserve a empresa. Nossos objetivos com a Fenosa é explorar o potencial em gás natural junto com a Gasmig”, explicou.

Fonte: Exame