Normalização é um conjunto de regras, com o objetivo principal de oferecer um guia de boas práticas para nortear alguma ação. A ABNT (ISSO/IEC Guia 2) define norma como sendo:

Documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido, que fornece, para um uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto.

Ainda estabelece em nota:

Convém que as normas sejam baseadas em resultados consolidados da ciência, tecnologia e da experiência acumulada, visando à obtenção de benefícios para a comunidade.

Pois bem, com base no que está exposto acima, podemos afirmar que para se realizar qualquer atividade, seja ela a elaboração de algum produto ou algum serviço, é importante buscar orientação em uma norma, pois esta expressa o consenso (ou seja, o que a maioria entende como ótimo) e também apresenta as boas práticas que foram experimentadas, repetidas e ensaiadas e obtiveram este resultado aceito como mínimo. Entendo que na maioria das vezes não seguir uma norma é “reinventar a roda”, ou seja, é criar algo que já foi mais do que testado e isto pode levar a perda de tempo desnecessário, ou mesmo, a se colocar em risco. É fato que precisamos sempre buscar novidades, mas mesmo os cientistas e pesquisadores partem de experimentos anteriores para melhorar seu estudo. No Brasil temos 5 modalidades de normas:

1 – As normas regulamentadoras, ou simplesmente, regulamentos que são emitidos por órgãos dos governos, como o Ministério do Trabalho e Emprego, por exemplo;

2 – As normas de concessionárias, que fazem parte de regulamentações aplicadas nas respectivas áreas de concessão – Exemplo, as concessionárias de energia elétrica;

3 – As normas técnicas brasileiras, que são publicadas pela ABNT;

4 – As normas de empresas – que são aplicadas nas unidades fabris – Exemplo, as normas da Petrobras.

5 – As normas internacionais e / ou estrangeiras.

Outras situações podem ser descritas como normas, mas na sua maioria são regras, convenções, estatutos etc.

Nos próximos posts vamos falar um pouco sobre cada uma delas e suas particularidades. Por enquanto vale lembrar que ao usar uma norma, você está seguindo o que é estabelecido como “mínimo” para a obtenção do CONFORTO, SEGURANÇA E QUALIDADE, e por este motivo deve ser uma premissa em qualquer atividade. Para ilustrar este primeiro texto, temos descrito na NR-10 – Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que rege o serviço em eletricidade e as instalações elétricas, no item 10.5.1, cita que para um trabalho seguro em instalações elétricas desenergizadas é necessário considerar o exposto a seguir:

Somente serão consideradas desenergizadas, as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a sequência abaixo:

  1. a) seccionamento;
  2. b) impedimento de reenergização;
  3. c) constatação da ausência de tensão;
  4. d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;
  5. e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I);
  6. f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

Portanto esclarece que, para se obter o mínimo de segurança na atividade, os itens acima devem ser seguidos.

Como vimos, há muito benefício em seguir uma norma. Vamos discutir cada uma delas em outras oportunidades.

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