Autorizações do governo publicadas nesta semana no Diário Oficial da União levam a 37 o número de novas usinas fotovoltaicas para entrar em operação comercial até 2017 no Brasil, totalizando uma produção que era de apenas 15,18 MW de energia solar em operação para 1.018,21 MW; além disso, dois leilões estão marcados para 2015, fazendo o setor crescer ainda mais rápido.

Com as últimas autorizações publicadas pelo governo no Diário Oficial da União esta semana, somam-se 37 as novas usinas fotovoltaicas para entrar em operação comercial até 2017 no Brasil, totalizando a produção de 1.018,21 MW. Em quantidade, o número ainda é pequeno, mas o setor cresce de forma muito rápida e tende a ser cada vez mais forte no País.

Atualmente, o Brasil tem apenas 15,18 MW de energia solar em operação, muito pouco para o potencial nacional. Com a forte queda de preços que vem ocorrendo nos painéis solares, essa fonte de geração se torna cada dia mais competitiva. No último leilão de energia, ocorrido em 31 de outubro do ano passado, o valor médio de venda do Megawatt hora (MWh) ficou em R$ 215,52, muito abaixo dos valores para energia de usinas térmicas. Neste mesmo leilão, a energia eólica teve o MWh vendido por R$ 142,80.

Ao contrário da energia eólica, que tem regiões favoráveis bem delimitadas – no Sul e no Nordeste – a energia solar pode ser aproveitada em várias regiões do país. O Nordeste é a região mais favorecida na média geral, mas outras regiões, como Sudeste e Centro Oeste, também têm áreas muito favoráveis. No estado de São Paulo, por exemplo, as regiões de Dracena, Araçatuba, Campinas e Barretos têm potencial gerador superior a várias áreas do Nordeste.

A mesma situação ocorre no Triangulo Mineiro e no norte de Minas Gerais. No Centro Oeste, Goiás também tem excelentes áreas, assim como em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, inclusive em Campo Grande. A melhor distribuição das áreas favoráveis facilita a instalação de usinas mais próximas dos grandes centros consumidores, reduzindo custos e perdas com longas linhas de transmissão, como ocorre com as novas usinas hidrelétricas e eólicas.

O site Energia Mapeada, que faz o acompanhamento dos dados da ANEEL, elaborou o quadro abaixo mostrando onde serão implantadas as 37 novas usinas. Os valores estão em MW:

Na opinião do engenheiro Alarico Neves, que mantém a página, tanto o governo como os investidores agiram corretamente ao esperar que os custos de geração fotovoltaica caíssem para então disparar o processo no Brasil. Segundo ele, nos últimos cinco anos, o foco foi a energia eólica, que agora terá um concorrente se aproximando.

Novos leilões estão marcados ainda para 2015, nos dias 14 de agosto – quando serão cadastrados 382 projetos, com total de 12.528 MW – e 13 de novembro. A expectativa da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) é que a somatória desses dois leilões supere mil megawatts (MW).

“Será um outro ano positivo de contratação, que vai ajudar a dar o sinal de continuidade do investimento nessa fonte, por parte do governo federal e, em consequência, solidificar os interesses e estabelecer cadeia produtiva”, disse Rodrigo Sauaia, diretor executivo da Absolar. Para ele, os leilões são importantes ainda para que haja um processo de busca de eficiência no setor, favorecendo, no médio prazo, que ocorram reduções de preços de energia solar, “para que ela se torne cada vez mais competitiva e atraente”.

Fonte: Brasil247