Potencial de economia de energia no País é de R$ 30 bilhões, aponta Abesco
Em Fórum da ANEEL, entidade demonstra que País é muito deficitário no campo da eficiência energética
 
Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) sobre o potencial de economia de energia no Brasil foi apresentado durante o Fórum sobre Eficiência Energética e Geração Distribuída. Promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o encontro trouxe ao debate o cenário energético brasileiro atual, no dia 28/5, e reuniu especialistas no assunto do campo nacional e internacional.
 
Durante palestra, o presidente da Abesco, Rodrigo Aguiar, apontou que o País poderia poupar 52 mil Gigawatts/hora, uma economia que equivale em termos de demanda a 17 mil Megawatts, ou seja, “é mais do que toda a carga nova proveniente de usinas hidrelétricas do ano passado, que somou o total de 14 mil Megawatts”.
 
Ainda de acordo com Aguiar, em termos financeiros, isso significa uma economia de R$ 13,6 bilhões aos consumidores finais (indústria, comércio, serviço e residencial). Já no que cabe à movimentação financeira de mercado, são mais de R$ 30 bilhões. “Acreditamos que a eficiência energética é um dos vetores para o equilíbrio do segmento energético brasileiro, que reduz custos, e o impacto ambiental, além de aumentar a produtividade!”, avalia. Além disso, o presidente da Abesco complementa que este setor movimenta toda a economia brasileira. “É sempre uma relação de ganha-ganha para todos que estão no mercado, em especial, o consumidor”, reforça.
 
A Abesco estima que a cada 10 gestores industriais, apenas um está realmente aberto à implantação de projetos de eficiência energética e os outros nove acreditam já terem “feito a lição de casa”. “Não adianta só comunicar aos industriais que a eficiência energética é um vetor muito positivo dentro da indústria para, por exemplo, reduzir a conta de energia elétrica ou aumentar a produtividade e a competitividade, é preciso criar outras ferramentas para alavancar a eficiência energética no país”, explica.
 
Propostas concretas
 
No mesmo evento, a ABESCO através de seu diretor Cyro Bocuzzi apresentou quatro pleitos visando o desenvolvimento da eficiência energética no país. São eles: um sinal tarifário adequado, o desacoplamento tarifário, regras transparentes, que garantam credibilidade ao mercado de energia e linhas de financiamento adequados para o segmento.
Eficiência Energética – Brasil x Mundo
Durante o evento, o presidente da Abesco também lembrou que o Brasil ficou em penúltimo lugar, apenas um ponto a frente do México, no ranking das 16 maiores economias do mundo do ponto de vista de eficiência energética, em relatório divulgado pelo Conselho Americano para uma Economia Eficiente de Energia (ACEEE, na sigla em inglês). 
A pesquisa analisou quatro tópicos principais: esforços nacionais (governo); edificações; indústria e transporte. – O Brasil obteve a pior nota no quesito “industrial”. Nos últimos 30 anos a intensidade energética brasileira está no mesmo patamar, com pequeno aumento nos últimos anos. “O objetivo é iniciar uma curva ascendente para sair desta classificação, mudar este cenário de desperdício, visando o crescimento do país e da economia ”, avalia Aguiar.
Fonte: RS Press